Mais de 60 mil empresas na área de jurisdição da Delegacia da Receita Federal em Londrina (PR) precisam decidir até 30 de setembro se permanecem no Simples Nacional ou migram para o regime híbrido de arrecadação.
A obrigatoriedade decorre da Reforma Tributária sobre o Consumo, cujas novas regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2027 e alteram a forma de cobrança de tributos sobre bens e serviços.
Micro e pequenas empresas devem optar sobre a forma de recolhimento da CBS e do IBS para o ano que vem.
A escolha opõe a manutenção do Simples Nacional à adesão ao modelo híbrido, que modifica o aproveitamento de créditos e a composição das alíquotas.
“Uma padaria, por exemplo, não tem muito sentido migrar para o regime híbrido e o Simples é mais vantajoso porque paga menos imposto. A alíquota do híbrido é cheia. O Simples tem uma vantagem tributária”,
“A opção deve considerar a particularidade do ramo empresarial, para ter competitividade. É mais uma questão de sobrevivência.”
Especialistas orientam que a decisão deve ser tomada de forma estratégica, com foco em competitividade e na realidade das vendas de cada negócio.
Empresas que comercializam majoritariamente para pessoas físicas tendem a preservar a simplicidade operacional e a tranquilidade no recolhimento mantendo-se no Simples Nacional.
Por outro lado, negócios que vendem principalmente para pessoas jurídicas, como indústrias, distribuidores e revendedores, podem se beneficiar do modelo híbrido ao aproveitar créditos de entrada.
Os três fatores principais a considerar são o cálculo dos créditos de entrada, a carga tributária efetiva e a forma de precificação e repasse no sistema de IVA.
Segundo um balanço parcial da Receita Federal, foram registradas 165.034 solicitações de opção pelo regime regular do IBS e da CBS em todo o país até 18 de setembro.
Empresários e contadores devem avaliar cenários e simular impactos na carga tributária antes de confirmar a opção até 30 de setembro.
Fonte: Prefeitura de Londrina (PR)
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