Piloto do Sistema de Apuração do IBS entra em fase homologatória e inicia testes com empresas

O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS) anunciou a liberação da primeira versão homologatória do Sistema de Apuração do IBS.

A entrega marca o início de um piloto que deve envolver até 300 empresas antes do fim de 2025.

Na prática, trata-se do núcleo operacional que sustentará a apuração do IBS no modelo definido pela Reforma Tributária.

O sistema foi desenvolvido para operar no conceito de apuração “nota a nota”, no qual cada operação individual gera seus próprios débitos e créditos.

A solução já é capaz de receber e interpretar automaticamente documentos fiscais, gerar os registros de débitos e créditos do IBS (RIBs) e simular pagamentos.

Também é possível visualizar, em tempo real, os efeitos de cada nota fiscal na conta corrente das operações, bem como a propagação dos créditos ao adquirente.

Esse mecanismo reforça a rastreabilidade e a transparência do novo modelo, ao permitir que cada documento fiscal seja acompanhado do início ao fim do processo de apuração.

Outro diferencial do sistema é a integração com um repositório nacional compartilhado de NF-e.

Esse ambiente concentra os documentos fiscais enviados pelas unidades federadas que já aderiram ao convênio, viabilizando uma base única de dados para o cálculo do imposto.

Diferentemente do modelo atual, a apuração não ocorre por contribuinte, mas por operação individual, alinhando-se às premissas estabelecidas pela Emenda Constitucional nº 132.

Na versão apresentada, os usuários conseguem acompanhar o saldo vivo das notas emitidas e recebidas.

O sistema permite a visualização da apuração corrente, da fase de ajustes e a emissão de guias simuladas, ainda sem código de barras.

Essas guias demonstram o impacto da quitação de cada débito e facilitam a compreensão de como cada documento fiscal interfere no resultado mensal.

Há ainda painéis gráficos e demonstrativos que detalham a composição da apuração de forma mais clara para empresas e fiscos.

Escopo inicial do piloto

O piloto começa contemplando três tipos de operações.

Estão incluídos os fornecimentos, as notas complementares e as devoluções.

As devoluções têm relevância especial para setores com grande volume de retorno de mercadorias, como o comércio eletrônico.

Segundo o Comitê Gestor, novos modelos de documentos fiscais e funcionalidades serão incorporados nos próximos ciclos.

A ampliação gradual busca aumentar a robustez do sistema até sua operação plena.

Testes antes das novas obrigações

O início dos testes está previsto para o começo de **janeiro de 2026**.

Esse período permitirá validar o funcionamento do sistema antes da entrada em vigor das obrigações de destaque do IBS e da CBS nas notas fiscais.

A etapa de testes faz parte do cronograma estabelecido pela Lei Complementar nº 214.

De acordo com o CGIBS, o objetivo é identificar ajustes técnicos e operacionais antes da adoção obrigatória do novo modelo.

Em comunicado oficial, o Comitê afirmou que o piloto busca garantir uma implementação segura e cooperativa do IBS.

A expectativa é que o sistema reduza complexidades operacionais para as empresas e aumente a confiabilidade das informações para os entes federativos.


Fonte: Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CGIBS)

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